Revolução Russa

Revolução Russa de 1917 foi um levante popular ocorrido na Rússia contra o regime czarista em plena Primeira Guerra Mundial.
Os revolucionários aboliram a monarquia e implantaram um regime de governo baseado em ideias socialistas.
Lenin Revolução Russa

Revolução de 1917: Resumo

Em janeiro de 1905, um grupo de operários participava de um protesto pacífico em frente ao Palácio de Inverno de São Petersburgo, uma das sedes do governo. O objetivo era entregar um abaixo assinado ao czar.
A guarda do palácio, assustada com a multidão, abriu fogo matando mais de mil pessoas. O episódio ficou conhecido como Domingo Sangrento e provocou uma onda de protestos em todo o país.
Diante da pressão revolucionária, o czar promulgou uma Constituição e permitiu a convocação de eleições para a Duma (Parlamento).
A Rússia tornava-se assim uma monarquia constitucional, embora o czar ainda concentrasse grande poder, e o Parlamento tivesse uma atuação limitada.
Na realidade, o governo ganhou tempo e organizou as reações contra as agitações sociais e os sovietes, o que levou ao fracasso a revolução de 1905.
Durante a Primeira Guerra Mundial, como membro da Tríplice Entente, a Rússia lutou junto com a Inglaterra e a França, contra a Alemanha e a Áustria-Hungria. Com as sucessivas derrotas, a Rússia estava militarmente aniquilada e economicamente desorganizada.
Em março, o movimento revolucionário foi deflagrado. Os movimentos grevistas iniciados em Petrogrado espalharam-se por vários centros industriais. Os camponeses se rebelaram. A maior parte dos militares aderiu aos revolucionários, o que forçaram a abdicação do czar Nicolau II, em fevereiro de 1917.

Causas da Revolução Russa

Na Rússia, durante o século XIX, a falta de liberdade era quase absoluta. No meio rural, os camponeses viviam submetidos à nobreza latifundiária, classe social teoricamente livre, porém que vivia subjugada pelo czar (imperador).
No campo reinava uma forte tensão social com a permanência de um sistema de produção feudal, que retardava a modernidade do país.
As reformas promovidas pelo czar Alexandre II (1855-1881) com a abolição da servidão em 1861, e a reforma agrária, pouco adiantaram para aliviar as tensões.
O regime czarista reprimia todo tipo de oposição. A Ochrama, polícia política, controlava o ensino secundário, as universidades, a imprensa e os tribunais.
Milhares de pessoas eram enviadas ao exílio na Sibéria condenadas por crimes políticos. Capitalistas e latifundiários mantinham o domínio sobre os trabalhadores urbanos e rurais.
No governo do czar Nicolau II (1894-1917), a Rússia acelerou seu processo de industrialização aliada ao capital estrangeiro. Os operários concentraram-se em grandes centros industriais como Moscou e Petrogrado.
Apesar disso, as condições de vida pioraram, com a fome, o desemprego e a diminuição dos salários. A burguesia também não era beneficiada, pois o capital estava concentrado nas mãos de banqueiros e grandes empresários.
A oposição ao governo crescia. Os partidos perseguidos iam para a clandestinidade, como o Partido Social Democrata. Seus líderes, Plekhanov e Lênin, tinham que viver fora da Rússia para fugir das perseguições políticas.
As divergências de opinião fragmentaram o partido, que se dividiu em duas tendências:
  • Bolcheviques (maioria, em russo), liderados por Lênin, defendiam a ideia revolucionária da luta armada para chegar ao poder
  • Mencheviques (minoria, em russo), liderados por Plekhanov, defendiam a ideia evolucionista de se chegar ao poder através de vias normais e pacíficas como, por exemplo, as eleições.

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